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Ao contrário do que é encarado pela maioria das pessoas, a perda de peso não é apenas uma questão estética, mas antes de tudo uma questão de saúde.

Para saber se está em situação de risco a pessoa deve ser avaliada por um médico segundo o cálculo do  Índice de massa corporal (IMC = Peso (em kg) dividido pela estatura (em metro) ao quadrado) e medida da circunferência da cintura. Há aumento de risco para a saúde quando a circunferência da cintura exceder 94 cm no homem e 80 cm na mulher.

Quando o paciente entra em obesidade mórbida, o coração cresce a ponto de perder força, não conseguindo bombear direito o sangue, pelo esforço a pressão sobe. O estômago fica alargado pedindo uma ingestão cada vez maior para a saciedade. Isso dificulta a digestão e provoca o acúmulo de bolo alimentar no organismo gerando infecções entre outros problemas. Em alguns casos a única saída é a cirurgia de redução do estômago, que deve ser precedida e sucedida de uma dieta rigorosa.

É muito importante que o paciente seja acompanhado por um profissional nutricionista pois o risco de desnutrição, em vista do rápido emagrecimento é grande. Em todo o caso o que vamos colocar aqui é apenas um suporte, para aqueles que precisam rever ou antever algumas dicas nutricionais nesta fase de suas vidas.

Nas duas semas que seguem após a cirurgia a alimentação é líquida e reduzida (50ml), com o objetivo de repouso gástrico. O próprio médico deve receitar os suplementos antes da alta.

O paciente é quem dirá quando está preparado para entrar na segunda fase, a das papinhas. Dor e enjoos são normais nessa fase, por isso é importante não se impressionar e não evitar nutrientes. O estômago está menor e mais sensível, coma pouco, mas não deixe de comer. Há uma tendência a repetir um determinado alimento que tenha sido bem aceito pelo organismo e negligenciar outros que geraram náuseas  procure variar as papinhas. Essa é uma fase de reaprender a comer, tudo é uma questão de hábito.

Passado o primeiro mês a pessoa poderá comer normalmente, mas as porções toleráveis ainda serão bem pequenas, o que exige que a alimentação seja bem rica em nutrientes para evitar qualquer carência. Escolha os alimentos mais ricos em cálcio, ferro e vitaminas e mastigue-os muito bem. A digestão começa pela boca, não só a trituração dos alimentos, mas a produção de saliva são muito importantes.

Após o terceiro mês é que a pessoa realmente estará sentindo-se recuperada e pronta para gerir sua dieta de acordo com seu gosto pessoal, ainda assim deve evitar alimentos muito fibrosos e consistentes. Após o quarto mês a pessoa já deve estar preparada para manter seus novos hábitos alimentares, pois já conhece bem os efeitos dos alimentos no seu corpo. O acompanhamento médico periódico será para controlar o resultado da dieta na sua saúde, evitando assim  problemas como anemias e aumento do ácido úrico.

Importante:

  1. O consumo de líquidos deve ser constante, independente da sede.
  2. O consumo de alimentos ricos em ferro deve ser constante;
  3. Algumas técnicas cirúrgicas desenvolvem intolerância ao açúcar, ele deve ser evitado totalmente ao menos no período de recuperação.
  4. Não repita a dieta líquida das duas primeiras semanas, pode representar grande risco à saúde.
  5. Os suplementos são indispensáveis no período de reabilitação. Vitaminas e minerais não são calóricos.

 Toda cirurgia implica grandes riscos. É a última alternativa, e uma decisão que deve ser tomada após muita informação e em conjunto com seu médico. A reeducação alimentar, assim como parar de fumar são medidas que exigem muita força de vontade, mas que não oferecem risco algum à sua vida. É um pequeno sacrifício pelo amor próprio. Conte conosco na busca de uma melhor qualidade de vida!

Fontes:

http://www.sosobesidade.hpg.ig.com.br/avaliacao-riscos-obesidade.html
http://www.gastronet.com.br/nutricao_e_cirurgia_bariatrica.htm
http://www.natgeo.com.br/br/synopsis/932/58167
http://gororobasdobrasil.blogspot.com.br/2010/03/alimentacao-pos-cirurgia-bariatrica.html